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Governador Doria estende quarentena em São Paulo até 22 de abril


O governador do estado de São Paulo, João Doria, anunciou a prorrogação da quarentena no estado até o dia 22 de abril. O período de 15 dias anunciado anteriormente terminaria hoje (7/4).


O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda. Com a medida, os estabelecimentos do comércio considerado não essencial continuam proibidos de atender clientes presencialmente. Serviços de saúde pública e privada, alimentação, abastecimento, segurança e limpeza seguem funcionando.


Na ocasião, o governador afirmou que a importância do isolamento diante da pandemia do coronavírus é consenso entre especialistas e entidades médicas. Ele lembrou que a medida também é defendida por integrantes do governo federal, como o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.


"Ao ajudar a propagar a mensagem correta, de ficar em casa, vocês estarão ajudando milhões de brasileiros a salvarem suas vidas", completou. Projeções apresentadas durante a coletiva mostram que o isolamento tem potencial de reduzir de 150 mil para até 25 mil o número de casos registrados no estado de SP até o dia 13 de abril. No caso dos óbitos, a redução seria de 5 mil para menos de 1,3 mil.


Prefeituras Ao anunciar a prorrogação do prazo, o governador reforçou que prefeituras de cidades do estado de São Paulo têm a obrigação de seguir a decisão do estado. Devem exercer também o poder de recorrer às guardas municipais, metropolitanas e à Polícia Militar para garantir que o isolamento será seguido. "Nenhuma aglomeração de nenhuma espécie, em nenhuma cidade ou área do estado de São Paulo, será admitida."


O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, participou da coletiva e reafirmou o compromisso do governo municipal em manter as medidas de isolamento. Ele lembrou que a capital paulista ainda não atingiu o pico do número de casos esperados para a pandemia. 


Segundo Covas, estabelecimentos que descumprirem a medida não serão multados, mas imediatamente fechados. No caso de reincidência, terão o alvará de funcionamento cassado. De acordo com ele, 46 estabelecimentos foram interditados desde o início da quarentena. 


Demissões O governador voltou a pedir para que empresários não demitam seus funcionários no período. "Eu entendo as dificuldades em um momento como esse. Mas parte da contribuição de um empresário é seu lado humano e sua capacidade de perceber que, sem seus funcionários, não teriam chegado onde chegaram."


Ele elogiou a atitude de empresas que anunciaram publicamente o compromisso de não demitirem no período. Também afirmou que uma reunião realizada com 60 empresários resultou na doação de R$ 218 milhões para ajudar o governo a comprar cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

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